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Reação ao texto de Santaella                                                                 21/05/2017
Vários autores conceituaram a passagem por seis eras culturais até a chegada da pós modernidade: oral, escrita, impressa, das massas, das mídias e digital até a emergência da Cybercultura. Essas eras não se sucederam, embora tenha ocorrido o surgimento de novas formas de comunicação, as anteriores permaneceram como parte de nosso cotidiano, em maior ou menor grau, dependendo do meio sociocultural. Como nos aponta a autora,"vivemos um período de sincronização de todas as linguagens" (SANTAELLA, 2003).
Porém neste contexto, ainda falta o respeito a diversidade cultural e igualdade de condições para a inclusão digital. A inclusão ainda é algo a ser almejado. Há exemplos bem sucedidos de ações inclusivas, porém a nossa sociedade ainda é marcada pela superioridade de algumas culturas e linguagens em detrimento de outras.
Esta discussão me lembrou de quando surgiu o e_book e as pessoas começaram a se questionar se seria o fim do livro impresso, o que não ocorreu. Outro questionamento levantado é: E a realidade virtual e a internet das coisas? Ainda está dentro da era digital ou já se mostra o início de uma nova era?
A expansão da rede da internet se deve ao fato dela ser útil para fins militares, científicos, pessoais e institucionais. Segundo Santaella, a internet continua ampliando seu número de usuários e seus tipos de aplicações. E a hipermídia é uma linguagem em busca de si mesma, escrita numa mesma malha multidimensional.
Atualmente, em muitas das residências, quase não se liga mais a televisão como se fazia a uma década atrás, cada membro da família fica no seu computador ou tablet, só se reunindo em frente à TV para uma programação específica como ver um filme, jornal ou série.
A continuidade da discussão do texto me fez analisar que possivelmente estejamos na era dos you tubers, ou melhor, a era midiática da cibercultura, "fruto da cultura da velocidade e das redes que veio trazendo a necessidade de acelerar e humanizar simultaneamente a nossa interação com as máquinas", como comenta Santaella (2003, p. 82).
Para finalizar, pode-se dizer que a tecnologia computacional está fazendo a mediação das nossas relações sociais, de nossa autoidentidade e do nosso sentido mais amplo de vida social, como exposto por Santaella (2003, p. 105). Como exemplo podemos citar a relevância que tem para os jovens a aceitação no ciberespaço e o vínculo subjacente a terminologias como: amigo, no facebook e seguidores no instagran, bem como o reflexo disso na personalidade em formação dos adolescentes.
REFERÊNCIAS:
SANTAELLA, L. Culturas e Artes do Pós-Humano: da cultura das mídias à cibercultura. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 2003 (capítulo 4).
Para ilustrar a discussão acima proponho apreciar o filme " A invenção de Hugo Cabret", que relaciona muito bem esta mudança das diferentes linguagens e a temática tecnologia e artes.

   Fonte: Internet


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