Formação de professores


O texto que me proponho a discutir hoje é:

BONILLA, Maria Helena. Formação de professores em tempos de Web 2.0. In: FREITAS, Maria Teresa de Assunção (Org.). Escola, tecnologias digitais e cinema. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2011, p. 59-87.

A autora no traz um profícuo panorama da formação de professores no Brasil em tempos de Web 2.0. Para descrever este contexto, explica sobre as mudanças da Web.

Web 1.0
Disponibilizava informações
usuário
Web 2.0
Produção colaborativa, participação e interação
interagente
Web 3.0
Organização e uso mais inteligente do conhecimento disponível
Podem criar, produzir compartilhar bens imateriais.

Pela minha experiência profissional, atuando desde 2002 na área de formação de professores, concordo com a autora quanto as perspectivas da formação docente.
Em relação a análise do contexto tecnológico, esta temática precisa estar presente na formação de educadores, seja na formação inicial ou continuada, porque o país necessita de políticas públicas consistentes, tanto educacionais como de inclusão digital, que não se contradigam como vem ocorrendo de incentivar ações educacionais de inclusão digital porém não ampliar o acesso a banda larga de qualidade, entre outras questões.
Quanto a formação da cultura digital do professor, percebe-se que ainda grande parte desta categoria profissional busca uma utilização analógica da internet, sem conseguir aproveitar suas reais possibilidades de interação e criação para a produção do conhecimento.
Estendo aqui, esta dificuldade, aliada a outras de ordem social, a outros profissionais que também atuam na educação básica, na educação inclusiva e que poderiam utilizar-se a web 2.0 para seu aprimoramento profissional, é sobre esta questão que pretendo investigar no desenvolvimento da minha pesquisa de doutorado.
Produção do conhecimento das discussões expostas pela autora do texto me fizeram repensar minha prática profissional e instigar a ousadia da reflexão na/da/sobre a  ação (Schon) da qual pretendo lançar mão no planejamento das aulas e avaliações no próximo semestre.
Já adiantando o tema que trataremos no seminário, precisam ser aprimoradas as formações, tanto inicial como em serviço para que os professores conheçam a Tecnologia Assistiva, para poder utilizá-la com seus alunos com deficiências ou alguma outra necessidade especial que precise utilizar-se destes recursos, nem que seja prioritariamente o conhecimento dos materiais que compõe a sala de recursos multifuncionais.
Pois, a discussão fica em torno de, ao mesmo tempo que se discute o exagero tecnológico ao qual estão submetidas as crianças de determinadas camadas sociais, sobre as quais as pesquisas variam ainda muito de opinião, desde expectativas maravilhosas até relatos de entraves ao desenvolvimento.
Assim, ao discutirmos sobre as tecnologias para as pessoas com deficiência, por outro lado, há crianças, que se beneficiariam deste avanço tecnológico, são as crianças que precisam da tecnologia assistiva, seja para aprender ou melhorar sua qualidade de vida em qualquer área, e, devido as estas mesmas condições de desigualdade social, muitas vezes não tem acesso.

Algumas precisam, por exemplo, de comunicação alternativa, porque, devido a impedimentos de ordem biológica, podem não conseguir falar, mas, muitas têm condições de se comunicar, utilizando as múltiplas formas de linguagem e muitas vezes não tem condições financeiras de adquirir um tablet para instalar o software que lhe permitiria esta acessibilidade.

Comentários

  1. Hola Fernanda! interesante reflexión. Como docente comparto su interés por dar a conocer a nuestros alumnos la tecnología no solo desde su visión instrumental, sino también desde la perspectiva de producción de conocimiento. Somos nosotros los docentes los llamados a invitar a nuestros estudiantes a producir, compartir y dialogar con el conocimiento de otros a través de las tecnologías, para que la escuela se vuelva un espacio de socialización de esa producción.

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  2. Bacana que as leituras e as discussões em aula estejam provocando vocês a repensar a própria prática em sala de aula. Especial quando se trata de formação de professores, pois aqui alargamos nosso raio de ação, podendo chegar a um número maior de escolas, professores e alunos... Parabéns!

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  3. Quando a gente se propõe a sair do lugar comum e pensar nossas práticas parace que o infinito se abre num leque de possibilidades. isso é produzir conhecimento. isso é movimento. Muito bom!

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