Software livre de baixa qualidade X Escola Pública de baixa qualidade
Software
livre de baixa qualidade X Escola Pública de baixa qualidade
Na sociedade são
espalhados vários mitos, que vão se formando e passam a serem tomados como
verdades pela maioria da população, verdade esta reforçada pela mídia para
atender aos interesses dominantes. Como por exemplo os mitos a seguir:
Software livre de baixa qualidade;
Escola pública de baixa qualidade.
Com o passar do tempo,
estes mitos acabam se tornando realidade pela ação da sociedade que atua a
partir de paradigmas, numa relação de causa e efeito.
Para um software pago, “de
boa qualidade”, preciso comprar anti- vírus e outros programas complementares.
Para meu filho acompanhar
uma “boa escola” preciso pagar aulas de reforço, compara muitas apostilas,
etc...
Então, proporcionalmente
ambos vão ficando desacreditados e por consequência recebem menos investimento.
Assim, pensar a formação dos
professores dessa maneira, dentro de um novo paradigma que se constrói, exige
compreensão de sua complexidade a partir da multiplicidade de perspectivas
conceituais e metodológicas. Isso requer dos profissionais envolvidos, momentos
de estudo que favoreça essa reflexão. Veiga (1995) reforça essa ideia quando
afirma ser necessária uma reflexão acerca da concepção da educação e sua
relação com a sociedade e sobre o homem a ser formado.
Tendo
em vista que em torno de 50% da população brasileira hoje, acessa a internet
(IBGE, 2013), percebe-se o potencial das redes virtuais para disseminação do
conhecimento, como aponta Gadotti (2005):
As novas
tecnologias criaram novos espaços do conhecimento. Agora, além da escola,
também a empresa, o espaço domiciliar e o espaço social tornaram-se educativos.
Cada dia mais pessoas estudam em casa, pois podem, de lá, acessar o ciberespaço
da formação e da aprendizagem [...]. O ciberespaço rompeu com a ideia de tempo
próprio para a aprendizagem. O espaço da aprendizagem é aqui, em qualquer
lugar; o tempo de aprender é hoje e sempre. Hoje vale tudo para aprender. Isso
vai além da “reciclagem” e da atualização de conhecimentos e muito mais além da
“assimilação” de conhecimentos. A sociedade do conhecimento é uma sociedade de
múltiplas oportunidades de aprendizagem (GADOTTI, 2005,p.15,16).
Pela utilização dos softwares
livres nas escolas, Bonilla (2014) afirma que, “implica construir uma nova
cultura, socialmente mais justa, mais solidária, que oportunize articular redes
de
produção e socialização que
permitam a todos usufruir dos bens imateriais produzidos pela humanidade.”
BONILLA,
M. H. Software
Livre e Educação: uma relação em construção. PERSPECTIVA,
Florianópolis, v. 32, n. 1, 205-234, jan./abr. 2014
GADOTTI,
M. Boniteza de um sonho. Ensinar e aprender com sentido. Curitiba,
Positivo. 2005.
VEIGA, I.P. Projeto Político Pedagógico da escola: uma construção possível. 15
ed. Campinas Papirus
uma boa relação entre o software livre e a escola pública: ambos sofrem com o discurso ideológico de que não funcionam, são de baixa qualidade. Agora, é necessário entender de onde parte esse discurso e com que interesse. Numa sociedade capitalista, onde as leis do mercado ditam as normas, é necessário apregoar a ideia de que o que é público, livre, aberto, não presta - é somente desqualificando esses novos modelos que as mercadorias à venda têm espaço e podem se impor... infelizmente!
ResponderExcluirMuita verdade no seu blog, lá no México a situação fica igual. Para as pessoas a escola pública é ruim, e nem se fala de software livre. É momento de que a gente desconstrua esses conceitos e preconceitos para criar novas realidades e oportunidades para as novas gerações.
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