INCLUSÃO DIGITAL




INCLUSÃO DIGITAL                                                                    

A percepção dos sentidos construídos em torno da inclusão digital torna-se fundamental. O termo inclusão digital entra em cena na dinâmica social e política, sociedade contemporânea da tecnologia da informação. Assim, o Brasil incorpora a nova pauta em sua agenda política no ano de 2000.
Desigualdades quanto ao acesso de grandes contingentes populacionais às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC); políticas  públicas compensatórias e exclusão digital. Inclusão digital vem sendo pauta pública obrigatória em quase todos os governos e tema de estudos em diversas áreas do conhecimento.
O tema inclusão digital tem assim suscitado diversas discussões. Os significados e objetivos atribuídos ao termo têm motivado intensos debates na comunidade acadêmica. Inclusão/exclusão digital, em análise desses discursos, compreensão crítica das apropriações destes termos exclusão e inclusão digital, para então situá-los frente as dinâmicas sociais e políticas contemporâneas.   


EXCLUSÃO E INCLUSÃO SOCIAL

A apropriação do termo exclusão social pelas políticas públicas tem sido uma prática muito frequente no Brasil.  A adesão a políticas que tratam todos os problemas sociais como adendos e a competividade mundial ‘’Globalização”” minimizar  mazelas sociais de comunidades que  participam de atividades promovida no âmbito desses programas São programas e ações propostas de forma isolada que não levam consideração a complexidade dos processos vivido pelas comunidades.
O processo de Exclusão por políticas públicas também veem sendo tratados de formas fragmentadas e sendo autônomas, sem articulação com  contextos, processos de produção capitalista,  luta de  políticas sociais compensatória. Sai de cena a luta por direitos sociais, entra em cena a capacitação técnica, contingente populacional que estaria fora, já à margem da sociedade, José de Souza Martins argumenta que denominamos exclusão o conjunto de dificuldades, dos problemas e dos modos precários e marginais de participação social, que tem origem com as transformações da parte econômica. Para ele, esse é o processo de inclusão e não de exclusão, ou seja, massa de trabalhadores que migram para a cidade e ali se mantêm empobrecida a Legislação Trabalhista  que igualava reduzindo, antes que incrementando o preço da força de trabalho; ”a exclusão está incluindo na própria dinâmica do processo de produção capitalista” A noção de exclusão ainda provoca controvérsias teóricas nos estudos sociológicos, a noção de inclusão tem apresentado sérios complicadores. ”Entendimento do social, a partir de uma concepção dual do dentro e do fora”. Como consequência, aquele que não se insere nessa lógica, que não se transforma no EU, é excluído. Portanto, compreender os sentidos e intenções que se articulam em torno do argumento exclusão digital torna-se fundamental para que possamos aprofundar as discussões sobre o tema da inclusão digital. Com a chegada da internet, o que provoca uma reestruturação nas instituições e nas relações socioeconômicas. O acesso as tecnologias são bastante impactantes, a expressão exclusão digital é aceita, em geral, como argumento central das políticas públicas as quais se caracterizam pela disponibilização de espaço públicos de acesso às tecnologias digitais e a realização de cursos e oficinas de introdução à informática. Promover uma iniciação dos sujeitos no uso das tecnologias não deixa de ser uma ação social válida. Para realizar é necessário: - ”focalizar a transformação e não a tecnologia”. Portanto uma perspectiva social transformadora propondo considerar os complexos aspectos sociais relacionados as questões das suas desigualdades no uso das TIC.  Considerando tais os pressupostos, os contingentes populacionais que nunca tiveram acesso às dinâmicas sociais baseadas no uso das TIC não poderiam ser considerados excluídos digitais, pois ainda não tiveram reconhecido o direito de acesso às mesmas, estão esquecidos, e  à margem dos processos de inserção dessas tecnologias na sociedade. No entanto, a eles a comunicação é um direito humano básico, e  na sociedade contemporânea, ela se efetiva através das tecnologias de informação e comunicação.  Logo, o direito ao acesso às TIC e a liberdade de expressão e interação em rede passam efetivamente, a compor o contexto da constituição da cidadania contemporânea.                                                                                    


                               Inclusão digital.

            O termo inclusão digital, frequentemente tem sido utilizado e mantida no atual Programa de INCLUSÃO SÓCIO DIGITAL. Analisando o sentido do termo, tal proposição significa se afirmar que as pessoas das comunidades que frequentam os telecentros/infocentros estariam “apoderando-se” das tecnologias digitais. Para tanto elas precisariam atuar com autonomia e independência, o que não tem acontecido e muito observado em tais realidades e limitando os recursos das TIC vinculados a uma obediência às diretrizes imposta pelos projetos. Parte-se do princípio que assim a sociedade deve ser incluída a era da informação.
           O que será essa Sociedade de Informação?
           Quem será esse indivíduo incluído?
           Portanto não se trata apenas de uma discussão terminológica ou semântica sobre o termo inclusão digital. Buscaremos sempre a perspectiva de oportunizar condições para que os sujeitos sejam parte integrante da dinâmica social.
           Seria, portanto, um bem necessário avaliar se a realização de cursos básicos de informática para a população de baixa renda entre os diversos projetos de inclusão digital estariam a contribuir na formação de sujeitos autônomos e participativos.
          A discussão dos significados da inclusão digital traz  diversas outras questões abordadas, tanto nos discursos, e quanto nos resultados obtidos em projetos e programas relacionados; uma vez que organizamos o mundo a nossa volta de acordo com os nossos valores, ideias  e crenças, ou seja, não bastam conexão e oferecimento de cursos de iniciação de informática para a promoção da “inclusão digital”, enfatiza a importância da articulação das ações de inclusão digital com as questões educacionais e culturais, e com a promoção da participação política do cidadão, através das TIC.
             Em geral as questões culturais e educacionais estão presentes quando se discute inclusão digital. No entanto abordadas de forma insuficiente. Então, se você dá acesso a uma pessoa e ela é semi-alfabetizada, tem grande dificuldade de leitura entendem ser a alfabetização um pré-requisito para o uso das TIC, nos leva a refletir, para interagir nos ambientes digitais existente. A grande dificuldade se apresenta entre aqueles que se constituíram numa cultura estritamente analógica a lógica digital.
            Consideramos portanto, que existem diversas possibilidades em jogo na construção dinâmica da cultura na contemporaneidade, não caminho único, a cultura digital não está sendo considerada como parte integrante dos processos pedagógicos e das aprendizagens dos alunos.
            Os cursos para formação de professores, na maioria das vezes, estão centrados no uso pedagógico dos computadores e da internet, um uso voltado quase exclusivamente para o trato das disciplinas e conteúdos escolares, desconsiderando todos os processos de imersão e familiarização dos professores nos ambientes e na cultura digitais.
            Com grandes carências sociais e educacionais concentram justamente nas parcelas populacionais mais pobres, o foco dos programas de inclusão digital isto é, então, combater a pobreza de modo sustentável, abordada ainda superficialmente nos estudos e ações de inclusão digital.   
           As dificuldades de adoção de políticas públicas que poderiam mudar as condições de vida dessas populações, com enfoque compensatório, buscam apenas manter equilíbrio entre as forças em tensão.
          Portanto a pobreza é uma questão política; a falta de cidadania que os impede de se tornarem os sujeitos desta própria história na chamada era do conhecimento; inclusão digital é uma questão básica de cidadania. O argumento cidadania passa a ser a justificativa, para as ações políticas ao realizar uma análise histórica do conceito na sociedade brasileira assinala que “precisamos redefinir a concepção de cidadania”, portanto, a definição de cidadania de ser compreendida enquanto o processo político construtivo e constitutivo da efetivação dos direitos sociais e humanos.

           Considerando que, através das TIC, diversos espaços utilizamos os recursos informacionais e comunicacionais de base digital têm se consolidado nos últimos anos em constante expansão; através do qual fluem processos sociais, econômicos, políticos, culturais e subjetivos; e, considerando que o direito à informação e comunicação compõem os direitos humanos fundamentais, e que a cidadania se efetiva através da convivência coletiva no espaço público podemos considerar que o acesso igualitário às TIC e o uso pleno destas ultrapassa e amplia as propostas de inclusão digital. Sendo insuficiente para explicitar às potencialidades das TIC para fazer a organização dos sujeitos em torno de seus objetivos e para a transformação social. No entanto, na falta de um termo que melhor expresse continuamos utilizando o popularizado ”inclusão digital”.
A título de ilustração, segue um vídeo humorístico-crítico em relação ao tema:
https://www.youtube.com/watch?v=PPcIYJw9y4g



Comentários

  1. Fernanda, tive muita dificuldade de entender qual a tua proposta com este texto. Era para ser uma síntese do texto lido? As frases estão soltas, as ideias estão incompletas, e fica de difícil compreensão. Não faça síntese dos textos e sim uma reflexão própria sobre o tema.

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